2015. Ano de perdas, sofrimento, dor e superação. Você pensa
que está na merda, no fundo do poço... Que somente coisas ruins acontecem com
você, uma atrás da outra... É ai o momento que surge uma força superior que
coloca pessoas em seu caminho para mostrar que a vida vale muito à pena.
***
04 de julho, Laís me ‘desova’ no aeroporto de Curitiba. A partir
daí, uma longa noite fria em Guarulhos me aguardava. 05 de julho, ‘Bienvenidos
al Perú’! Pego um táxi para a casa de Cesar, um amigo peruano que reside em
Lima. Laise chegaria no dia seguinte... 06 de julho, o interfone toca. Cesar e
eu nos olhamos, vou atender e é Laise chegando para participar da aventura. Ela
me entrega de presente um diário de bordo para que eu fizesse anotações sobre a
viagem.Escrevi três páginas hahaha :/
Nosso primeiro desafio: o café! Fomos ao mercado municipal e
nada. Andamos, andamos, andamos... Encontramos pelo menos o pó em outro
mercadinho. Ao lado do mercado existia uma floricultura. Tinha uma flor caída
ao chão. Laise carrega a flor com cuidado... Chegando ao apartamento,
improvisamos um coador para o café. Gambiarra mesmo! Daquelas dignas de fotos.
Pegamos um espremedor de laranja com filtros de papel e nosso café estava
pronto! :D
Na hora do almoço, fomos atrás de um restaurante vegetariano
(sem sucesso!). Foi aí que conhecemos o Peter, um canadense que morou no Brasil, casado
com uma peruana. Peter é dono de um restaurante que fica na esquina do
apartamento do Cesar. Ele faz um prato vegetariano. Almoçamos ao som de Andrea
Bocelli.
À tarde, corremos para pegar um ônibus verde, quando Laise
quase é atropelada. Subimos as escadas, o cobrador pergunta nosso destino - Miraflores.
Querendo ser mais específica quanto ao local de parada, todos caem na
gargalhada e nossa cara de quem não estava entendendo fazia com que ríssemos
junto. O ônibus tinha um teto baixo de lona e com o fato do 1,80 cm de altura,
era impossível ficar em pé. Não sei se riam do nosso espanhol enferrujado ou do
fato da minha cabeça ficar roçando naquela lona maldita!
Descemos no ponto indicado por Cesar, uma mulher muito
simpática nos mostra a direção. Chegamos ao Parque do Amor. Frases românticas
são escritas em caquinhos de azulejo tendo o oceano Pacífico como plano de
fundo.
Olho a imensidão do mar até onde os meus olhos alcançavam.
Agradeço por estar ali.
Agradeço pela Laise.
Olho a imensidão do mar até onde os meus olhos alcançavam.
Agradeço por estar ali.
Agradeço pela Laise.
Deste ponto, vamos caminhando até o Shopping Larcomar onde
pegamos outro ônibus com destino ao bairro Barrancos. Neste bairro existe uma
ponte que, ao passar embaixo dela, nos leva às margens do Pacífico. É um local
que possui muitos restaurantes, hostels... Passeando pelas redondezas,
encontramos o Museu do Chocolate. Astrid é nossa guia, ela nos demonstra o
processo do cacau, além de degustação. Nesta noite, ficamos conversando sobre a
vida e sobre as histórias que fizeram com que estivéssemos exatamente ali.
Quando voltamos ao apartamento de Cesar, pegamos um ônibus roxo até a Avenida Brasil para tomarmos um táxi amarelo caindo aos pedaços. O taxista estava abastecendo. Queríamos entrar no carro e ele pede para que aguardássemos (durante o abastecimento, é proibida a permanência no interior do carro). Terminado, entramos no carro junto com o taxista e sua mulher. Eles gargalhavam e gritavam YUNGAY! Mais uma vez, não entendíamos nada. Sem dúvida, este foi o táxi mais louco que peguei na vida (ele ganha dos tuc tuc de Maputo). Quando Cesar visualiza a foto do táxi no insta, disse para nunca mais pegarmos um táxi como aquele ‘- Você senta no banco e as portas caem. É muito perigoso!’.
Quando voltamos ao apartamento de Cesar, pegamos um ônibus roxo até a Avenida Brasil para tomarmos um táxi amarelo caindo aos pedaços. O taxista estava abastecendo. Queríamos entrar no carro e ele pede para que aguardássemos (durante o abastecimento, é proibida a permanência no interior do carro). Terminado, entramos no carro junto com o taxista e sua mulher. Eles gargalhavam e gritavam YUNGAY! Mais uma vez, não entendíamos nada. Sem dúvida, este foi o táxi mais louco que peguei na vida (ele ganha dos tuc tuc de Maputo). Quando Cesar visualiza a foto do táxi no insta, disse para nunca mais pegarmos um táxi como aquele ‘- Você senta no banco e as portas caem. É muito perigoso!’.
07 de julho, o dia que senti o Pacífico aos meus pés.
Amanhece. Vamos caminhando seis quadras até a Avenida Brasil somente para não
pegar o maldito ônibus verde. Paramos em Barrancos e passamos embaixo da ponte
que nos leva às margens do Pacífico. Andamos até um ponto que podíamos tirar o
tênis e caminhar pela areia. Foi então que senti a onda batendo nas minhas
pernas. Sentimento de gratidão! Mais uma meta conquistada antes de morrer: conhecer
(sentir) o Oceano Atlântico, Índico e Pacífico. Sinto-me a pessoa mais
realizada do mundo. Ficamos um tempo olhando o mar, caminhando pela areia e
pela água. Molho minha pulseira, carregando suas energias... Ao voltar, me
assusto com o grito de Laise ao ler a placa: ‘Zona de amenaza TSUNAMI’! Sim, o
país está sujeito a abalos sísmicos.
Ainda neste dia, conhecemos o Centro Histórico de Lima o
qual lembra muito o calçadão de Curitiba. Na Praça de Armas de Lima, um menino
fica perplexo com o pau de selfie. Tiramos uma foto com ele que, inclusive,
ficou horrível. Conseguir um táxi para voltarmos ao apartamento foi um parto.
Nenhum taxista estava disposto a nos levar... Após várias tentativas,
conseguimos que o Fernando, o taxista gente boa, fizesse este favor (sim,
porque mesmo você pagando, alguns taxistas não querem te levar). Conversamos
muito durante a viagem... deu tempo até de ganhar um elogio por meu espanhol.
Obrigada ao SBT e a Televisa! Clap Clap Clap! :D
08 de julho, Lima x Cusco. Acordamos cedo e vamos para o
aeroporto de Lima com destino à Cusco. Chegamos no laço para embarcar! O voo
foi tranquilo até a hora da descida. O avião faz a volta muito inclinada (fora
de brinks, tipo 90°!) o que me dá muito medo. Olho pra Laise (que estava na
poltrona próxima, na mesma fileira) e ela nem aí, aproveitando a vista. E eu 'sofreno'...
Finalmente em terra, pegamos um táxi que nos leva à Praça de
Armas de Cusco. Logo que chegamos, somos abordadas por Ivan, um dono de uma
agencia. Enquanto conversávamos com Ivan, sentíamos os problemas da altitude.
Corpo mole, dor de cabeça... Ivan conta que muitas pessoas já desmaiaram
enquanto conversavam com ele. Laise trouxe do Brasil um pacote de amendoim.
Bendito amendoim!!! Dilma saúda a mandioca. Eu saúdo a mandioca e o
amendoim. Ele durou até o
último dia da viagem! (Dica para próxima viagem da Addie: levar amendoim – e
café!).
Saímos da agencia e fomos pegar uma van que nos levaria à
Ollantaytambo. Na van, comemos a melhor salada de fruta de todos os tempos
(tinha mel. M-E-L!). A viagem até Ollantaytambo possui duração de 01h30min com
belíssimas paisagens. Chegando a Ollantaytambo, paramos para almoçar e
conhecemos uma guia que possuía o nome de uma flor (Caru? Cantu? Canu? Algo
assim... hahaha). A Flor nos dá dicas sobre Machu Picchu. Saímos do restaurante
e vamos pegar o trem PeruRail. Que trem! Vale muito à pena. Uma paisagem mais
linda que a outra.Gratidão mais uma vez. Minha primeira viagem de trem foi o
passeio para Morretes (PR) com minha avó. Lembro disso olhando pela janela,
nostalgia batia e um cisco no olho incomodava...
Chegamos a Àguas Calientes. Ivan tinha reservado um hostel para nós. No desembarque, uma mulher segura uma placa escrito ‘AdelainA Ellis’. Essa mesmo, pensei! Cada uma carregando uma mochila cargueira de quase 10 kg, fomos caminhando até o hostel. Nos instalamos e descansamos por um tempo. À noite, fomos comprar nossas passagens de ônibus que nos levaria à Machu Picchu na manhã seguinte. No quarto, tenho uma das conversas mais profundas com a Laise, conto sobre o acontecimento no trem e algumas coisas sobre a vida, sobre 2015. Choro e agradeço por ela estar ali.
Chegamos a Àguas Calientes. Ivan tinha reservado um hostel para nós. No desembarque, uma mulher segura uma placa escrito ‘AdelainA Ellis’. Essa mesmo, pensei! Cada uma carregando uma mochila cargueira de quase 10 kg, fomos caminhando até o hostel. Nos instalamos e descansamos por um tempo. À noite, fomos comprar nossas passagens de ônibus que nos levaria à Machu Picchu na manhã seguinte. No quarto, tenho uma das conversas mais profundas com a Laise, conto sobre o acontecimento no trem e algumas coisas sobre a vida, sobre 2015. Choro e agradeço por ela estar ali.
09 de julho, o grande dia chegou! Acordamos de madrugada e
vamos para a fila (que já estava enorme) para subir até Machu Picchu. O tempo
passava e a nossa vez de embarcar no ônibus estava próxima. Finalmente, nossa
vez! Uhuuuu! É ai que uma voz se dirige a nós: ‘-Desculpe, senhora. Aguardar o
próximo ônibus, por favor’. WTF??? O
ônibus estava lotado.
Esperamos o outro.
Subimos.
Esperamos o outro.
Subimos.
Na medida em que subíamos, o coração da Laise disparava. A
coisinha estava nervosa mesmo. ‘-Addie, você não está nervosa?’. ‘- Oi!?’. Ela esperava este momento por tanto tempo.
Conta que assistia um desenho quando criança que passava pela manhã o qual não faço
a menor ideia do que ela está falando. Do ônibus avistamos as primeiras ruínas... ‘- Ai meu deusooo!’. Estávamos em Machu Picchu!!!
Laise faz um vídeo narrando tudo. Termina um deles com a
frase: ‘- Bem, Brasil. Logo voltarei com mais informações!’. HAHAHAA (#MORRI).
Outro vídeo: ‘- Aquilo é uma lhama??? L-H-A-M-A!!!’.
Simmmm, meus amigos! Era uma lhama!
Várias lhamas!
Lhama branca.
Lhama marrom.
Lhama baby.
Lhama de chapéu... (mentira. Lhama de chapéu não tinha – para a infelicidade da Lais, aquela que me desovou no aeroporto).
Simmmm, meus amigos! Era uma lhama!
Várias lhamas!
Lhama branca.
Lhama marrom.
Lhama baby.
Lhama de chapéu... (mentira. Lhama de chapéu não tinha – para a infelicidade da Lais, aquela que me desovou no aeroporto).
Depois de fotos com as lhamas, fomos caminhando entre as
ruínas seguindo as placas ‘Waynapicchu’.
Surreal.
Inacreditável.
Fantástico.
Não há como descrever o tamanho da energia que aquele lugar possui. É algo inexplicável.
Conhecemos uma família brasileira que viajava de carro. Estávamos nos dirigindo ao guichê para começar a trilha para subir a Montanha WaynaPicchu (altitude: 2693m). No guichê você tem que assinar o horário de chegada e saída. Essa assinatura vale também para confirmar que você se responsabiliza por possíveis problemas como: despencar lá de cima! Coisa simples... não há com o que se preocupar...(O Cesar comentou que muitas pessoas já caíram. WaynaPicchu é uma montanha perigosa e precisa de preparo!).
Surreal.
Inacreditável.
Fantástico.
Não há como descrever o tamanho da energia que aquele lugar possui. É algo inexplicável.
Conhecemos uma família brasileira que viajava de carro. Estávamos nos dirigindo ao guichê para começar a trilha para subir a Montanha WaynaPicchu (altitude: 2693m). No guichê você tem que assinar o horário de chegada e saída. Essa assinatura vale também para confirmar que você se responsabiliza por possíveis problemas como: despencar lá de cima! Coisa simples... não há com o que se preocupar...(O Cesar comentou que muitas pessoas já caíram. WaynaPicchu é uma montanha perigosa e precisa de preparo!).
Começamos a trilha!!! Andamos, andamos, andamos. Mascamos
umas folhas de coca. Água... Perdemos de vista a família brasileira. Degrau por
degrau fomos subindo. A vontade de desistir e parar no meio do caminho chegava
como um convite irrecusável. Pelo meio do caminho conhecemos um casal – Paloma
e Kalebe. Eles contam que tinha um casal que estava completando 50 anos de
casados que estavam subindo. Pensamos que se este casal nos ultrapassasse,
tínhamos que entregar os bets. O casal acabou desistindo antes de nós (até onde
eu saiba hahaha).
Depois de uma subida de 01h30min, chegamos ao topo! Que
vista! Uma visão privilegiada de toda a cidade Inca. Neste momento, coloco meu
fone de ouvido, sento na beira da estrutura e toca a música ‘Free’
(Rudimental). “Sing, whoa, c'est la vie. Maybe something's wrong with me, But
whoa, at least, I’m free, ohh, I’m free”. A sensação de liberdade (a mesma que
senti em 2012 quando conheci o Oceano Índico) vinha me visitar.
Mais uma vez, gratidão!
Sinto uma vontade enorme de gritar. ‘ – Paloma, vou gritar!’.
'- Grite que eu grito junto!’.
Putaquepariu, neste instante fui a pessoa mais feliz do mundo!
Leve, livre, suave.
Mais uma vez, gratidão!
Sinto uma vontade enorme de gritar. ‘ – Paloma, vou gritar!’.
'- Grite que eu grito junto!’.
Putaquepariu, neste instante fui a pessoa mais feliz do mundo!
Leve, livre, suave.
Encontramos mais brasileiros. Uma delas com a camiseta
‘Força, Fernando!’. Fernando é amigo da família e estava internado devido a um
linfoma. Na placa ‘WaynaPicchu’ (altitude: 2693m) todos os brasileiros gravam
um vídeo gritando ‘Força, Fernando!’. Boas energias emanadas a Fernando.
Hora da descida - mais perigosa que a subida. Degraus
irregulares... Alguns nem cabiam um pé. Não sei em quanto tempo fiz, sei que
fiquei para trás. Meu joelho doía a cada movimento...
Cheguei ao ponto inicial!
Missão cumprida!
Andamos por mais algumas horas pela cidade. Carimbei meu passaporte na saída e voltamos para Águas Calientes. Lá, pegamos as mochilas e fomos esperar o trem com retorno à Ollantaytambo. Uma mulher nos esperava com a placa ‘AdelainA EllYs’ (Porran, nunca vão acertar meu nome?) para voltarmos à Cusco. Em Cusco, fomos para o hostel. Adivinhem? A água do chuveiro não esquentava (parabéns!). Comemos uma pizza e capotamos.
Cheguei ao ponto inicial!
Missão cumprida!
Andamos por mais algumas horas pela cidade. Carimbei meu passaporte na saída e voltamos para Águas Calientes. Lá, pegamos as mochilas e fomos esperar o trem com retorno à Ollantaytambo. Uma mulher nos esperava com a placa ‘AdelainA EllYs’ (Porran, nunca vão acertar meu nome?) para voltarmos à Cusco. Em Cusco, fomos para o hostel. Adivinhem? A água do chuveiro não esquentava (parabéns!). Comemos uma pizza e capotamos.
10 de julho, Vale Sagrado. Na noite anterior, quando
voltamos de Machu Picchu, passamos na agencia do Ivan e compramos um bilhete
para o Vale Sagrado. Este bilhete conta com 4 paradas (Pisaq, Chinchero,
Urubamba e Ollantaytambo) que duram o dia inteiro. O passeio é muito lindo,
principalmente Pisaq e Ollantaytambo, embora as visitas sejam rápidas. Em Pisaq
devido à altitude, não explorei muito as ruínas. Laise foi andar sozinha e
voltou contando de um flautista. Eu fiquei conversando com dois brasileiros,
pai e filha. Achei o máximo eles estarem viajando juntos. Lá pelas tantas, o
pai olha para mim e fala: ‘- Já te falaram que você é parecida com a Monica
Iozzi?’. '- Hahahaha, sim!'.
Depois da última parada, o ônibus recolhe no meio da estrada
dois músicos. Quando eles tocam Chiquitita (ABBA) na flauta vou ao delírio!
Ouvindo minha banda preferida, olhando a Cordilheira dos Andes... Meu Deus, só
agradecer!
11 de julho, Cusco x Puno – Rota do Sol. Ivan vai nos buscar
no hostel às 06h00min para pegarmos o ônibus turístico que nos levaria a Puno.
Este boleto turístico conta com cinco paradas (Andahuaylillas, Sicuani, Raqchi,
La Raya e Pukará) e, particularmente, achei melhor e mais completo que o Vale
Sagrado. O momento mais esperado era a parada La Raya – ver os Andes bem de
pertinho. Dei quatro pulos para tirar uma foto e já disparou meu coração. A
altitude é a pior de todas da viagem: mais de 4 mil metros. Um guia faz total diferença. Este passeio
possui em média a duração de 10 horas, mas, devido as paisagens e paradas, nem
percebemos o tempo passar. Assim, chegamos à Puno. Pegamos um táxi e fomos para
o hotel. O melhor hotel da viagem!!! Tínhamos aquecedor num frio de -8°. (Quero
agradecer publicamente à minha mãe que me OBRIGOU a trazer um casaco. Obrigada
mãe, você estava certa!).
12 de julho, Lago Titicaca. O taxista vai nos buscar em
frente ao hotel. Ele nos leva até a rodoviária onde deixamos as mochilas
cargueiras para fazer o passeio pelo Lago Titicaca. A distância entre a
rodoviária e o porto fizemos de bicicleta. Pegamos uma carona (1$) com um
ciclista. Foi divertido e sofrido - para ele.
No barco, conhecemos mais um brasileiro e uma argentina – Henrique e Katherina. Estávamos indo para a Isla de los Uros, uma das ilhas flutuantes do Titicaca. Os nativos fazem uma apresentação, nos convidam a visitar suas casas e a comprar seus artesanatos. Não tínhamos dinheiro e a frase do Henrique caía muito bem: ‘Somos sul-americanos pobres!’. Pagamos oito soles para passear em um barquinho típico que nos leva à outras ilhas de Uros. Pagamos porque talvez ficássemos na ilha até os últimos dias de nossas vidas. Em uma delas, subo em um mirante e converso com o seu Hugo, um boliviano que mora no Brasil (em todas as viagens peço um conselho para uma determinada pessoa). Nesta viagem, escolhi-o. Entretanto, não seguirei tal conselho... Basicamente ele disse: ‘Se fosse para eu dar um conselho para você, seria: encontre um bom homem, seja uma boa esposa, boa dona de casa... Hoje o mundo está muito liberal e está se perdendo...’. ‘- Não, obrigada!’. (hahahaha claro que não falei isso). Agradeci o conselho e ele desceu do mirante. Na volta, fui conversando com o Henrique. Entre conversas sobre séries, livros, filmes, feminismo... ele diz: ‘- Já te falaram que você é parecida com a Monica Iozzi?’. '-Sim!'.
No barco, conhecemos mais um brasileiro e uma argentina – Henrique e Katherina. Estávamos indo para a Isla de los Uros, uma das ilhas flutuantes do Titicaca. Os nativos fazem uma apresentação, nos convidam a visitar suas casas e a comprar seus artesanatos. Não tínhamos dinheiro e a frase do Henrique caía muito bem: ‘Somos sul-americanos pobres!’. Pagamos oito soles para passear em um barquinho típico que nos leva à outras ilhas de Uros. Pagamos porque talvez ficássemos na ilha até os últimos dias de nossas vidas. Em uma delas, subo em um mirante e converso com o seu Hugo, um boliviano que mora no Brasil (em todas as viagens peço um conselho para uma determinada pessoa). Nesta viagem, escolhi-o. Entretanto, não seguirei tal conselho... Basicamente ele disse: ‘Se fosse para eu dar um conselho para você, seria: encontre um bom homem, seja uma boa esposa, boa dona de casa... Hoje o mundo está muito liberal e está se perdendo...’. ‘- Não, obrigada!’. (hahahaha claro que não falei isso). Agradeci o conselho e ele desceu do mirante. Na volta, fui conversando com o Henrique. Entre conversas sobre séries, livros, filmes, feminismo... ele diz: ‘- Já te falaram que você é parecida com a Monica Iozzi?’. '-Sim!'.
Voltamos do passeio e fomos os quatro almoçar. Pagamos cinco
soles cada. O almoço é super barato no Peru. Come-se muito com pouco. Depois,
eu e Laise seguimos para a rodoviária para pegarmos o ônibus que nos levaria à
Lima. Henrique e Katherina foram se despedir. Havia uma mulher no guichê de
outra empresa que gritava ‘-Arequipa! Arequipa! Arequipa! Arequipa!’, sem
respirar. A viagem durou 24 longas horas!!! Assistimos sete (S-E-T-E) filmes!
13 de julho, Lima. Chegando em Lima, fomos almoçar no Peter
para a despedida da Laise. Pedimos a lasanha. Tocava novamente Andrea Bocelli.
Comemos sentindo cada garfada. Laise se despediu dos funcionários e voltamos
para o apartamento do Cesar. Fomos para Miraflores tomar café. Comemos um doce
típico que não recordo o nome. De lá, partimos para o Centro Histórico.
Perambulamos por lá e paramos em um restaurante jantar. Pollo! (Frango!). Ganhamos
uma dose de Pisco Sour. Brindamos à vida, à viagem, à nós! (Percebo que neste dia comemos como se não
houvesse amanhã!!!! hahahahahaha).
14 de julho, despedida. Laise me acorda porque não sabe
fazer o café (hahahaha).
Como sempre, eu preparava o café, ela o pão.
Tomamos nosso último café juntas.
Silêncio.
É chegada a hora da partida. Vou com ela até o ponto de táxi. Vejo-a indo e lembro-me da despedida dos amigos portugueses – Joana e Tiago – quando foram embora de Moçambique.
Odeio despedidas.
Voltei para o apartamento.
Dormi.
Depois fui para Miraflores, mas o bairro não tinha tanta graça como antes. Fui a Praça do Amor, primeiro ponto turístico que conhecemos. Uma frase chama a atenção: ‘Tu de este lado y yo del otro como dos remos’. Fui almoçar no Peter. Me despedi e voltei ao apartamento.
Como sempre, eu preparava o café, ela o pão.
Tomamos nosso último café juntas.
Silêncio.
É chegada a hora da partida. Vou com ela até o ponto de táxi. Vejo-a indo e lembro-me da despedida dos amigos portugueses – Joana e Tiago – quando foram embora de Moçambique.
Odeio despedidas.
Voltei para o apartamento.
Dormi.
Depois fui para Miraflores, mas o bairro não tinha tanta graça como antes. Fui a Praça do Amor, primeiro ponto turístico que conhecemos. Uma frase chama a atenção: ‘Tu de este lado y yo del otro como dos remos’. Fui almoçar no Peter. Me despedi e voltei ao apartamento.
Quase na hora do meu voo. Pego um táxi que se perde pelo meio
do caminho, me levando à um bairro pesado, com boca de fumo. Depois de alguns minutos de desespero, o taxista
se encontra e lá estou eu, pronta para voltar ao Brasil. Renovada.
No voo de regresso, conheço uma brasileira chamada Lígia.
Ela estava trabalhando em Cusco em uma aldeia indígena. Achei o máximo! Entre
conversas de mestrado, Mia Couto, filmes, Projeto Rondon (Lígia também é rondonista), chegamos em Guarulhos. Eu tinha uma
hora para pegar minha bagagem e voar para Curitiba. Ao despachar a mala, a moça
do guichê fala: ‘- Pensei que fosse a Monica Iozzi’. (hahahahaha ai gentenn, estava começando a pensar que sou a Monica Iozzi mesmo).
***
Nada acontece por acaso, já dizia alguém...
2015. Ano de perdas, sofrimento, dor e superação. Você pensa
que está na merda, no fundo do poço... Que somente coisas ruins acontecem com
você, uma atrás da outra... É ai o momento que surge uma força superior que
coloca pessoas em seu caminho para mostrar que a vida vale muito à pena.
Pessoas que sabem ser luz, alimento e fé. A estas pessoas, amor, oração e
gratidão.
"O essencial é invisível aos olhos".
"O essencial é invisível aos olhos".
Khanimambo!











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